
Mas, afinal, quem é ela?
PERFIL – Paulista, culta e sensível, ANA DE HOLLANDA é cantora, compositora
e gestora cultural refinada, filha do historiador Sérgio Buarque de Hollanda e Maria Amélia Buarque, irmã de três artistas igualmente do primeiro escalão: Chico Buarque, Miúcha e Cristina.
Na família, outros artistas reafirmam o sangue azul: as sobrinhas Bebel Gilberto, Sylvia Buarque e Luíza Buarque, entre os descendentes mais conhecidos.
De 1982 a 1985 dirigiu o Centro Cultural de São Paulo da secretaria municipal, assumindo em seguida a Secretaria de Cultura do município de Osasco (1986/1988), ao mesmo tempo que alavancava a carreira de cantora e compositora, seu grande barato.
Depois de estudar técnica vocal e interpretação e cursos de teatro, lançou seu primeiro disco em 1980.

De 2003 a 2007 dirigiu o Centro de Música da FUNARTE, onde deu banho de criatividade e produtividade consistente. Foi lá que ela deu uma injeção de renovação no setor, realizando a Bienal de Música Contemporânea, a volta do célebre Projeto Pixinguinha, os shows da Sala Sidney Miller, cursos e oficinas para músicos de todo o Brasil, assim como o projeto das Bandas, seu xodó.
Ela foi levada para a FUNARTE por Antonio Grassi, quando ele tirou o pó de mofo e deu uma oxigenada na presidência da instituição. Em 2006, participou e incentivou o canal virtual, que Paulo César Soares dirigiu com brilho, o Canal Funarte. Ainda permanece no conteúdo do site o interessante depoimento que ela deu, e que eu tive o prazer de intermediar. Quando Grassi foi absurdamente demitido pelo ministro Gilberto Gil, ANA colocou o cargo à disposição, e se mandou.
Vale a pena ouvir a articulada diretora do Centro de Música explanando suas ideias:
http://www.canalvirtual.org/ /C a n a l F u n a r t e
Chegando surpresa com o convite, ela já está se inteirando da lei dos direitos autorais que está em discussão no Congresso,(uma novela antiiiiga, sempre confusa) com intenção de ouvir juristas e artistas, assim como abrir consulta pública para ouvir opiniões, na internet. Igualmente promete aprofundar a lei de incentivo à cultura e aumentar a cota federal para a cultura.
A única mulher cogitada para o Ministério da Cultura antes dela, foi Fernanda Montenegro durante o governo Sarney. Fernanda não aceitou.
Agora, enfim, a cultura pink de ANA DE HOLLANDA. Boa sorte !