
A pergunta realmente não quer calar.Não é de hoje que os sangue azul gostam mesmo é de uma digna (e gostosa) representante da plebe, né não?
Grace Kelly é prova inconteste. O Príncipe Rainier de Mônaco, em 1956, a escolheu no momento que a atriz estava disponível, leve e solta. Ela namorou tudo o que tinha direito até encontrar no Príncipe o seu porto seguro.
O Príncipe Charles seguiu os mesmos passos, e ganhou a diáfana Diana, transformando-a em Lady Di, em 1981.
O conto de fadas vive no inconsciente coletivo há milênios desde a Bela Adormecida. A referencia é a mesma desde os tempos d'antão até os dias de hoje, guardadas as devidas proporções. O cinema focou o arquétipo ao contrário, que segundo Jung, “são imagens psíquicas do inconsciente coletivo, patrimônio comum a toda a humanidade”.
Em 1953 o genial diretor William Wyler rodou “A Princesa e o Plebeu” (Vacances Romaines) consagrando o casal Audrey Hapburn e Gregory Peck. O enredo: ao visitar Roma, a princesa Ann (Audrey) resolve passear anonimamente, e se envolve com o repórter Joe Bradley (Peck). Alquimia pura e tesão registrado.
Afinal, classes sociais diferentes se interagem, mas será que os nobres não querem manter a tradição ? Ou a “atração fatal” está do outro lado, inesperada e imponderável ?
O mundo aqui e agora está ligado no chamado Casamento do Século de William e Kate: o Príncipe e a Plebeia.
Acordei cedo pra filmar o lance pela TV e pela internet. Hildegard Angel em seu blog esperto vai postando diversos comentários interessantes, daquelas sacadas que só a Hilde tem. Vale a pena acompanhar, é em doses. Até a ficha do irmão da noiva ela já deu. O Tutty Vasques, no Estadão, lamentou a ausencia de Tiririca como convidado, já que até o MrBean foi convidado. Tutty, espada antenado, pede informações sobre a linda Pippa, irmã de Kate...
E o Zé Simão, o rei da esculhambação, faz a festa com a galhofa de sempre, questionando o casamento real. Ele sugere alguns enlaces irreais: Bolsonaro e Preta Gil, Roberto Carlos e Hebe Camargo, Presidenta Dilma e Zé Dirceu. De quebra, ainda pergunta se o Agnaldo Rayol vai cantar “Ave Maria”... Deboche pouco é bobagem.
Zapeio direto. Na Globo, Renato Machado mostra a classe de sempre ao lado de Glorinha Kalil. Na Record, a Ana Paula Padrão recebe Ricardo Stambowsky e Bety Lago, que não gostou do vestido amarelo da rainha Elisabeth. Passo pela Rede TV e ouço algo inusitado: os cavalos reais, que estavam realmente animadíssimos, receberam tratamento vip de uma ração fortíssima acompanhada de um ingrediente que os deixou com o pelo em tom azul ! Será o Viagra?
Bem, o delírio é geral e vai ainda dar muito pano pra manga. Walt Disney fez escola. Mas o esperado beijo do casal Kate/William rolou discretamente na sacada, foi um pouco mais que o selinho da Hebe. Depois, surpresa: os dois ficaram vermelhos pelo mico. Bonitinhos.
A Monarquia interage na República, atualizando-se na modernidade dos tempos, bem comentado por Hilde em seu Blog, quando mostra a foto do casal saindo num conversível todo enfeitado e com a faixa: Recém-casados !
...E foram feliiiiizes para sempre!!