quinta-feira, 29 de maio de 2014

AS BOLAS DA COPA


A Bola rola e evolui nestes oitenta e quatro anos de Copa do Mundo. É ela que faz o movimento da peleja acontecer e o orgasmo do goal explodir. Por isso tem que estar sempre atualizada, azeitada, parceira. Inicialmente de couro, descobriu-se que pesava com a água da chuva; depois na era sintética foi tomando ares modernos e teve diversas experiencias que a diferenciam curiosamente até hoje. Vamos a um resumo:
      

1 9 3 0 –  a uruguaia Tiento T-Model

A bola de capotão foi a primeira da Copa, pesada e fechada com cordas que ficavam à mostra. Foram usadas duas bolas no final entre Uruguai e Argentina, por decisão dos países: no primeiro tempo o modelo argentino Tiento e no segundo, o uruguaio T-Model.


1 9 3 8 – a francesa Allen

Um pouco mais escura que a antecessora, a Allen, de 2 gomos, foi a última bola a ter costura aparente, que machucava a cabeça dos jogadores. Alguns jogavam de touca, para proteger-se.


1 9 5 0 -  a brasileira Super Duplo-T

Com 12 gomos, foi criada pela Superball, cuja grande novidade foi o uso da câmara inflável com válvula para o enchimento, semelhante aos modelos atuais.


1 9 5 8 – a sueca Top Star

A costura em zigue-zague foi o diferencial da Top Star que deu o primeiro título mundial ao Brasil. O modelo de 24 gomos diminuiu a tensão promovida pela pressão interna da bola.


 1 9 7 0 – a mexicana Telstar

Considerado o mais tradicional modelo de bola com 32 gomos em hexágonos brancos e pentágonos pretos, para facilitar a transmissão ainda em p&b da televisão brasileira. Foi a primeira vez que a Adidas se tornou a fabricante oficial das bolas da Copa.


1 9 8 6 – a mexicana Azteca

Foi a primeira bola produzida com materias sintéticos. E para simbolizar a cultura do México, triângulos aztecos.

 2 0 1 0 – a africana Jabulani

Tornou-se inesquecível pelas críticas que recebeu por seu mau desempenho em campo por diversas seleções. Neguinho chutava para um lado, ela ia para o outro...Contava com onze cores representando os dialetos e as etnias da África do Sul.


2 0 1 4 – a brasileira Brazuca

A Adidas reduziu os gomos para seis afim de garantir formato uniforme. A textura da superfície foi alterada,enrugada (como a bola de basquetebol) e o seu peso foi elevado em cerca de 14 gramas. Os desenhos foram inspirados nas fitas da sorte do Senhor do Bonfim da Bahia. Saravá!

A Taça é nossa Brazuca, é pimba na gorduchinha!
 

7 comentários:

  1. Luís Sérgio, com este texto, a Copa é sua!

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  2. A Adidas tem que fazer o melhor agora porque aquela jabulani foi uma vergonha! CADU

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  3. O grande Leônidas jogou muito de touca mesmo, deve ser por causa dessas costuras, mas não deixou de dar suas bicicletas.Vamos ver se essa Brazuca é boa mesmo. Paulo Mendonça de Barros

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  4. Acredito que essa brazuca vai causa polêmica também. Dizem que ela é mais leve que a finada jabuluani, ouvi falar um negocio maluco que ela tem o segredo nos ninjas. Será que não param de inventar? Já fizeram bolas eficientes como a do México. Carlinhos Menezes

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  5. Parabéns Luis Sergio, você sabe tudo um abraço
    Elizabeth Silva
    -Via Facebook

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  6. Só está faltando uma dessa Brazuca (mini) para completar a coleção que estamos fazendo para o nosso neto.
    Alda Bagno

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  7. Luis Sergio Lima, meu tio querido, fez a sua passagem hoje (18/08/2014). Virou luz, como ele mesmo dizia. Muito triste...mas muito grata de ter recebido dele tanto carinho, tanto cuidado, tanta criatividade, tanta alegria, tanta intensidade, tanta memória...

    O Bucaneiro Prateado partiu para outros mares...

    Ana Cristina

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